A Importância da Narrativa em um Jogo de RPG

Como bons jogadores de RPG, todos nós costumamos nos preocupar com as regras, com os números, as mecânicas e os dados, que transformam nossos cenários em coisas vivas e dinâmicas, adicionando aquele realismo que é instigante na mesma medida em que é desafiante. São esses sistemas, já conhecidos nossos, que nos dão segurança e fazem o mundo que imaginamos saltar aos olhos e trabalhar bem como as engrenagens de um relógio, impulsionando os braços do tempo que gastamos planejando nossas campanhas.

Talvez a mecânica, as regras e o sistema que vamos usar sejam nossas primeiras e mais importantes preocupações, ao que mais nos dedicamos e, algumas vezes, nossa única preocupação. Debruçar sobre um sistema e transportar para ele personagens, aprender suas habilidades, como elas funcionam com as mecânicas, imaginar os cálculos dos dados para que tudo seja bem perfeito e quase automático, a perfeita máquina, funcionando quase automaticamente — e, quando isso acontece, nos traz um sorriso ao rosto e a sensação de um trabalho bem feito.

E então, alguns de nós, param por aí. Afinal, com todo o sistema e a mecânica prontos, as coisas devem quase caminhar sozinhas, certo?

Errado.

Criando cenário colaborativos: Gaia Playtest

Sejam bem vindos a mais um Espaço Mítico, eu sou o Joka e trago para vocês duas novidades interessantes: A primeira é que neste artigo discutirei algumas maneiras de se criar um cenário colaborativamente com os jogadores, tanto para gerar inspiração para as aventuras seguintes, como para servir de aproximação entre os jogadores e o cenário, o que é especialmente interessante para quem quer começar uma campanha nova e não sabe bem o que fazer ainda.

A outra é que tudo isso foi feito para celebrar o início de uma campanha de playtest do Gaia RPG.

A aventura vai começar – Parte II

Olá, eu sou o Lima, Raphael Lima.

Primeiramente gostaria de desejar um feliz novo ciclo a todos que acompanham a Caixa do Lima, a todos os leitores do Mundos Colidem e aos amantes desse joguinho maravilhoso de rolar dados que surgiu há mais de quarenta anos. E nesse retorno/renascimento das atividades da Caixa, vamos atender a pedidos e falar de Fate, dando sequência a uma das postagens com grande feedback neste ano que se passou. E aproveitando o ensejo e oportunidade, e fazer o jabá para o nosso “Índice Mundos Colidem para FATE Acelerado“. É só clicar e ir para o abraço.

A Aventura vai Começar” foi publicada em 10 de fevereiro de 2017 e abordava dicas para os narradores começarem uma aventura no sistema Fate de forma dinâmica, com sugestões para o processo de construção de personagens, além de algumas pequenas dicas de organização da narrativa. Em A Aventura vai Começar – parte II, a proposta é dar um suporte aos narradores com algumas dicas que podem ser úteis na organização da aventura, e quem sabe, para seu sucesso, garantindo a diversão dos participantes.

É possível utilizar o RPG em sala de aula?

Olá, eu sou o Lima, Raphael Lima.

 

Essa semana na Caixa do Lima (outrora Nomos), esta coluna onde vos falo quinzenalmente (pelo menos me esforço para tanto), venho dialogar com meus poucos e fiéis leitores sobre o uso do RPG na educação.

AVISO:

ESSE ARTIGO RELATA A MINHA EXPERIÊNCIA COM O USO DO RPG EM SALA DE AULA

Desde o meu ingresso na docência por volta do ano de 2007, até os tempos atuais — já são mais de dez anos em sala de aula, até eu me assustei quando fiz essa conta — uma pergunta sempre me perseguiu:

é possível utilizar o RPG em sala de aula?

E após muitos anos de experiências com o RPG em sala de aula, nem tudo são rosas, nem todos os experimentos são exitosos ao longo de um tortuoso caminho de persistência e resistência para chegar ao que consegui hoje — que ainda não é o modelo ideal, mas já mostra muitos avanços na minha pesquisa.

Cruzados: Jornada à Terra Santa

Olá, eu sou o Lima, Raphael Lima.

Essa semana na Caixa do Lima (outrora Nomos), esta coluna onde que vos falo quinzenalmente, gostaria de apresentar para vocês o Cruzados: Jornada à Terra Santa, o segundo minijogo de minha autoria, dessa vez com uma temática medieval e bastante influenciado pelo Medievo RPG. Segundo minijogo? Mas cadê o primeiro? O primeiro minijogo produzido, Sobreviventes: um jogo minimalista de sobrevivência pós-apocalíptica, aborda um mundo devastado por um apocalipse zumbi. Para ambos os jogos, vocês só precisam de alguns pedaços de papel, lápis, borracha, um punhado de dados de seis lados — os famosos d6 — e uma cópia dos folhetos dos jogos.

Cruzados é um minijogo sobre a Jornada à Terra Santa, onde os jogadores são membros de uma cruzada cristã.

Cruzados, introdução.

África Século XXIII para Savage Worlds

Olá, eu sou o Lima, Raphael Lima.

 

Essa semana na Caixa do Lima (outrora Nomos), esta coluna onde que vos falo quinzenalmente, gostaria de entrar em um sistema — por puro atrevimento — cujas águas misteriosas mergulho lentamente, mas com algumas ideias fluindo neste oceano primordial. Como o título já adianta, estou falando do Savage Worlds (SW), um sistema que já está há alguns anos no mercado brasileiro, com um bom suporte de suplementos e cenários. Minhas primeiras experiências com o SW foram como jogador — e o sistema não me surpreendeu no ponto da empolgação e regras, pois tenho uma veia para coisas mais narrativistas — mas quando inverti a posição na mesa de jogo, e atuei como narrador em uma one-shot ambientada no universo de Blame!, as coisas mudaram e pude ver todo o potencial do sistema, que tem uma proposta simples e de fácil de adaptação para todos os cenários. Savage Worlds é uma ótima pedida para jogos rápidos, e quando digo rápidos não estou falando de jogos curtos — one-shots e aventuras rápidas — mas sim no sentido de que rapidamente conhecemos e dominamos as regras, construímos personagens e começamos a narrativa.

Chronicles of Darkness Day – Lobisomem: os destituídos 2e

A Espaço Mítico desta semana vai mudar um pouco o foco das últimas postagens (nas quais estou devendo continuidade, mas isto está para ser resolvido) e traz para vocês uma aventura one shot e fichas de personagens para o RPG da linha Chronicles of Darkness, o Lobisomem: os destituídos 2e. A intenção aqui é estimular aqueles que ainda não conhecem ou não experimentaram o novo sistema e cenário da editora Onix Path a darem uma conferida no material.

Chronicles of Darkness Day – As Crônicas da Eichen High School

Olá,

Sábado, 28 de outubro de 2017, ocorrerá o Chronicles of Darkness Day, um evento organizado pelo site Cronistas das Trevas BR em parceria com vários grupos em diversas cidades do país. A proposta é de que no último sábado de outubro ocorram diversas mesas de RPG com as linhas do Chronicles of Darkness (o que anteriormente era chamado de “Novo Mundo das Trevas” antes da compra da White Wolf pela Paradox). Ou seja, em diversas cidades do Brasil, estarão ocorrendo mesas de jogos como “Vampiro: O Réquiem”, “Lobisomem: Os Destituídos”, “Changeling: Os Perdidos”, “Mago: O Despertar” e outros jogos da linha do Chronicles of Darkness, seja primeira ou segunda edição. As cidades inscritas para participação no evento são: Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Campina Grande (PB), Colatina (ES), Curitiba (PR), Embu-Guaçú (SP), Fortaleza (CE), Macapá (AP), Maricá (RJ), Manaus (AM), Natal (RN), Piracicaba (SP), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), São José (SC), São Paulo (SP), Serra (ES), Serrinha (BA), Teixeira de Freitas (BA). Aqui, em Natal, a parceria é realizada, desde a primeira edição, conosco do Mundos Colidem. O Chronicles of Darkness Day (ou CofD) será realizado no Complexo Geek a partir das 14h e temos três mesas cadastradas: uma em lobisomem, mestrada por Joka, outra em mago, mestrada por Joris, e outra para mortais, mestrada por mim, Leishmaniose. Ao longo da semana estaremos fazendo divulgação das mesas na fanpage do Mundos Colidem. Vocês podem conferir o evento aqui, a página dos Cronistas das Trevas BR com mais informações sobre o evento aqui e a fanpage do Mundos Colidem aqui.

Os exploradores de hexágonos: Recursos

Os exploradores de hexágonos é uma série de postagens sobre a modalidade de campanha conhecida como hexcrawl-sandbox. Aqui, veremos alguns links sobre o assunto para quem quiser aprofundar sobre o tema, bem como sugestões de materiais para usar na hora de construir seu próprio cenário de exploração hexagonal. A Espaço Mítico é uma coluna escrita pelo colaborador e membro do coletivo Mundos Colidem, Gilberto “Joka” Olimpio, e apresenta um material mais técnico, voltado para ferramentas de mestragem, resenhas, Teoria do RPG e dicas para iniciantes.

Esteja Preparado: Magos Iniciantes

Saudações, aventureiros.

Após narrar uma aventura old school nas férias, me deparei com uma situação que, pela primeira vez jogando esses sistemas, me fez questionar se os magos são realmente inúteis nos primeiros níveis ou se os jogadores apenas não se preparam para as primeiras aventuras de forma adequada.

Este é o tema da matéria do Enclave do Arquimago desta semana.