Construindo Cenários em Evolution Pulse – Zona 01917K

Olá, eu sou o Lima, Raphael Lima.

A Caixa do Lima essa semana continua após a pausa nas publicações do Espada & Magia (E&M), uma proposta de Regras Rápidas para o jogos do gênero Espada & Feitiçaria, que venho desenvolvendo com o Mago Petras Furtado, com base no Sistema de Regras para jogos mínimos Lima Lite, que serve como base aos outros jogos publicados aqui nessa coluna — Sobreviventes, Cruzados: Jornada à Terra SantaPotiguares: os Moradores do Rio Grande do Norte.

Trarei em breve novidades sobre Potiguares nas próximas semanas, e vocês podem encontrá-lo para download nas lojas virtuais do Mundos Colidem no DriveThruRPGDungeonist.

A parada na produção do E&M é por mais uma boa causa: venho compartilhar com vocês o método de construção colaborativa de cenário que realizei com o grupo de jogadores na organização da mini campanha de Evolution Pulse (EP), nomeada de O Que os Executores Ouvem, que começarei a narrar no próximo mês de julho de 2018, nos Encontros Mundos Colidem de RPG (EMC²), sempre contando com aquela ficha marota para os jogadores que aparecerem random, a fim de conhecer o jogo.

Minha experiência com o RPG, seja na função de narrador ou jogador, sempre foi presa ao gênero medieval — AD&D, D&D 3ª Edição e o SdA CODA (1995-2014). Nos últimos anos, como fruto da influência e dos debates com alguns membros do Mundos Colidem, que tiveram a paciência de me apresentar novas propostas e gêneros, tenho me dedicado a sair da zona de conforto, lendo e jogando outros gêneros (com outros narradores) e me arriscando a narrar, como foi o caso do Narrando Weird Wars II – Savage Worlds, relatado na última postagem dessa coluna. Todo esse processo teve início em meados de 2014, quando Petras Furtado me apresentou o Fate Básico e o Fate Acelerado. E dessa apresentação descobri minha felicidade com os sistemas narrativistas, dos quais o FATE e suas possibilidades inquebrantáveis tornaram-se a menina dos meus olhos e a influência principal do sistema que desenvolvi para os minijogos que disponibilizo para os meus discentes nas atividades com o RPG na escola.

Mas hoje, nós vamos falar de Evolution Pulse:

O que é Evolution Pulse?

Evolution Pulse é um RPG de horror pós-cyberpunk e pós-apocalíptico, desenvolvido para Fate Básico e Acelerado pelos autores italianos Alberto Tronchi (game designer) e Daniel Comerci (designer gráfico) e que foi recentemente traduzido para o português pela Fábrica Editora, no início de 2018.

A Fábrica foi criada em 2017 com a missão de difundir e promover RPGs Indies, que apresentam mecânicas bem diferentes do que estamos acostumados a ver nos jogos consagrados, o que acaba por fomentar uma boa parte do mercado, que é carente dessas publicações na língua tupiniquim.

Evolution Pulse foi comercializado em pré-venda, mas pode ser encontrado no site da editora, em versão física e digital. Além da versão em PDF, o livro impresso tem o formato A5, capa mole e 184 páginas, ilustradas em preto e branco de acordo com a publicação original, em um formato que lembra bastante o mangá que é uma de suas principais inspirações: Blame!

Em sua coluna Encruzilhada dos Mundos, Petras Furtado fez uma Apresentação do Evolution Pulse e um breve relato do Playtest do Evolution Pulse realizado em um evento na cidade de Natal/RN, para os mais curiosos e interessados em entender o cenário, recomendo dar uma conferida nessas duas postagens.

Construindo o Cenário

Então vamos lá? Joka, meu parceiro na obra Nova Amsterdã, tem uma larga experiência com essa metodologia de construção de cenários colaborativos, e após conversas e leituras de seus artigos em sua coluna Espaço Mítico, comecei a organizar as ideias que compartilharei com vocês. Na construção da proposta desse cenário, segui inicialmente os três passos que vou apresentar abaixo, que foram realizados nas conversas com os jogadores que participarão da campanha.

1º passo: apresentar uma ideia geral da aventura (proposta do narrador)

Mesmo com a abertura da Caixa, a situação na Arcologia de São Paulo não mudou muito; a elite ainda vivia na Safezone, longe de toda a miséria e da luta pela sobrevivência do dia a dia, e depois dos Hekaths, as I.A.s parecem ter entendido como as coisas funcionavam nessa mega estrutura. Com o caos que precedeu a abertura da Caixa, a Safezone foi ampliada, fortificada e a elite posta em seu sono criogênico, onde poderia dar continuidade às suas vidas fúteis, a quilômetros de altura de onde os problemas realmente ocorriam, sob a proteção das I.A.s — enquanto os milhares da base da pirâmide social eram devorados pela fome insaciável dos Hekaths.

Esses eram os LostH, aqueles que não tinham e nunca tiveram grana ou influência para entrar na Safezone, que para eles, é apenas um sonho idílico, pelo qual são capazes de trair e matar os seus iguais.

Os mais próximos de ganhar as entradas para o “Paraíso” são alocados na função de executores pelas I.A.s, com a obrigação de resgatar os humanos de gene mais puro possível, para que possam ser salvos e dar continuidade à raça humana, entre inúmeras outras missões desconhecidas.

Turing, um Hydrah (executor de Olympos), sonhou e lutou por toda sua vida para entrar na Safezone, vagando por toda a Lostzone e aguardando seu dia de liberdade no paraíso das I.A.s. E quando finalmente o alcançou, descobriu um mundinho corrompido onde poucos viviam em abundância e tranquilidade, às custas do sofrimentos de muitos. Ele fugiu e levou consigo muitos algoritmos, chaves de acesso e uma ideia, A Safezone para Todos.

Os ideais de Turing mantêm os seus seguidores, Os Hydrahs de Turing, muito ativos e poderosos na Lostzone mesmo sem a “ajuda” de Olympos (Nirvana e Éden não creem muito nessa possibilidade). Com ele, muitos fugiram e se espalharam pelas Lostzone, levando com eles a palavra de Turing e causando a ira dos Hyonos.

2º Passo: construção (escolha) dos personagens

Os jogadores que participaram da campanha são alguns dos remanescente dos jogos de Weird Wars II, que estavam desejosos em conhecer o Fate há algum tempo. Entre os cinco participantes, apenas um teve experiência prévia com o sistema, por ter jogado Star Wars em Fate Básico. Para agilizar as escolhas, optamos por escolher os personagens-exemplo do livro: Azmov (Hydrah), Ippocrate (Hydrah), Zion (Hyonos), Justifex (Hyonos) e Athena EK9L6 (Proxy). Mas você pode optar pelo processo de construção de personagens com os jogadores, na chamada sessão zero presencial. No nosso caso, fizemos de forma virtual, usando o app Telegram.

3º Passo: as perguntas aos jogadores

Apresentada a proposta da aventura e escolhidos os personagens, organizei algumas perguntas para os jogadores com base na ideia geral, que serviriam para organizar a construção do cenário onde estariam inseridos. Não vou apresentar as respostas individuais dos jogadores nesta sessão, apenas as perguntas. Na parte final deste texto vou apresentar o produto final dessa construção coletiva.

  • Perguntas aos Hydrahs: Vocês defendem uma comunidade próxima a um servidor na LostZone. Existem alguns LostH nessa comunidade. Quantas pessoas vivem na comunidade? E a infecção na população? Existem pessoas com o genoma de alto nível de pureza? Onde vocês buscam alimentos? Quais os boatos locais? E os Hekaths? É verdade que vocês fazem parte dos Hydrahs de Turing? Por que vocês simpatizam com os LostH dessa comunidade?
  • Perguntas aos Hyonos: Qual o interesse dos Hyonos na comunidade da Zona 01917K? Que boatos vocês ouviram dessa comunidade? Quais os perigos que vocês imaginam enfrentar?
  • Pergunta aos Proxys: Quais os interesses de Nirvana nessa área? Os Hydrahs de Turing são problemas maiores a Nirvana que os Hekaths?
  • Perguntas para todos os jogadores: Quais as grandes estruturas que estão nas imediações da comunidade, que podem servir de referência ao grupo, como locais de exploração ou de perigo? Como é organizada a estrutura social da comunidade?

CENÁRIO: Arcologia de São Paulo, Zona 019017K, comunidade de Labor133S

Com as perguntas do terceiro passo respondidas, é hora de fazer a fusão das expectativas dos jogadores com a ideia geral da aventura. Dessa junção surgiu a Zona 01917K na Arcologia de São Paulo, onde está localizada a comunidade Labor133S, em um antigo laboratório de clonagem de seres humanos sintéticos, quase totalmente destruído durante as invasões Hekaths.

Zona 01917K

Localiza-se na Arcologia de São Paulo, onde outrora ficavam as áreas de periferia, muito antes da abertura da Caixa. Quando os Hekaths derramaram-se pelo mundo em sua fome insaciável, muitas pessoas pereceram nessa zona, transformando todos os locais da mega estrutura em um cemitério a céu aberto.

Dentro dos limites da paisagem claustrofóbica da cidade e suas inúmeras entradas e saídas, sob o céu cinzento onde o sol quase nunca é visto, grandes vultos cruzam o ar na mesma altitude das brechas das estruturas — é apenas neste momento que os LostH podem perceber que havia um céu acima deles.

Dentro da zona, um grupo se estabeleceu em um antigo laboratório de clonagem de seres humanos sintéticos, Labor133S, que está trinta e cinco níveis abaixo dos Pontos de Acesso para a Safezone. Essa zona é uma área de disputa entre as I.A.s e os Hekaths. O motivo da disputa é desconhecido, mas pode estar ligado à existência de um grupo de Hydrahs de Turing, um revolucionário que esteve a serviço de Olympus e que escapou da Safezone há muitos anos, levando consigo algoritmos e códigos de acesso. Esse grupo revolucionário organiza explorações aos Pontos de Acesso e troca informações nos Servidores nas zonas adjacentes, mas sem revelar seus planos. Embora nunca tenham conseguido chegar próximo a os Pontos de Acesso, suas incursões seguem nessa busca.

  • Aspectos da Zona 01917K: Quimeras vivem nessa zona, Drones espreitam nas sombras e Esta é uma zona de disputa.
Labor133S

É um laboratório de clonagem de seres humanos sintéticos, que foi ocupado por um grupo de LostH, anos antes da chegada dos Hydrahs de Turing, durante a terceira onda da invasão Hekath, quando as antigas gerações dos moradores da comunidade migraram do primeiro grande centro de refúgio da zona, localizado em uma mega estrutura a oeste, em uma grande arena de esportes virtuais. A comunidade está localizada acima de um amplo salão, onde repousa uma imensa sucata de implantes cibernéticos, restos das experiências desenvolvidas no laboratório.

Apenas os anciãos e os Hydrahs de Turing têm permissão para descer à sucata, que chamam de Cemitério do Oráculo. O que ocorre nesse local é a explicação para a duradoura resistência da comunidade, pois supostamente a cabeça de Turing, o revolucionário, está guardada em meio à sucata, comunicando-se por meio de um sistema de som que transmite sua voz através de todas as cabeças mutiladas. Ele aconselha os líderes da comunidade e fornece os algoritmos necessários para a proteção dos seus membros, além de acesso às estruturas que podem fornecer bens necessários para a sobrevivência.

Apesar de estarem fixos há muito tempo nesse local, os moradores pouco exploraram os arredores e os limites da zona. O que se sabe até o momento é que:

Ao Norte, estão os maiores prédios da mega estrutura, verticalizados a ponto de ultrapassar as nuvens. Os membros da comunidade acreditam que essa seja a direção da Safezone, pois é o caminho onde os contatos com os executores são realizados e muitos dos que saem de Labor133S nesta direção, são mortos ou não retornam.

A Oeste, há uma imensa arena de esportes, onde lutas de ciborgues ocorriam até pouco antes da invasão dos Hekaths. Foi nesse local que as primeiras resistências dos LostH foram organizadas, mas hoje só se pode ver os clarões à distância. Muitos executores que partem dos Pontos de Acesso vão em direção a este local, acreditando que seja um local de fábricas Hekath e prioridade das ações dos executores.

Ao Sul, o que os executores das I.A.s não sabem, é que a região concentra a maioria da atividade Hekath, em um local que os moradores da comunidade chamam de A Colméia, — devido à grande concentração de fábricas Hekaths, geridas por um MK Gama. Eles foram capazes de desenvolver uma sociedade estruturada, onde os MK Alpha são contidos.

Leste, ficam as antigas metrópoles, que foram anexadas à mega estrutura, locais onde a carnificina foi maior durante as invasões — mas é lá onde os membros da comunidade concentram a suas expedições, em meio a uma grande rede de trilhos das antigas linhas de metrô, na busca pelas fábricas de alimentos e peças de reposição que podem ser encontradas nessas áreas. Mas os perigos são dobrados: Hekaths, Executores, LostH e Obscuras disputam cada palmo da zona.

A comunidade tem apenas um acesso de entrada, fortemente guardado por um escudo de força, mantido pelo desvio de energia de grande dutos que passam por dentro das instalações do laboratório, cujas paredes fortificadas garantem o fluxo quase constante de energia. Os curtos períodos em que o escudo fica sem alimentação representam a maior fonte de aflição para os moradores da comunidade, pois estes períodos estão quase sempre associados à movimentação dos Hekaths ou Executores nas proximidades. Nestas situações, os moradores utilizam as duas saídas de emergência do Laboratório, conhecidas apenas por eles.

  • Aspectos de Labor133S: Campo de energia oscilante, Algumas máquinas podem ser restauradas e O Cemitério do Oráculo.

Sociedade

A comunidade de Labor133S é composta por setenta e três membros, sendo dezenove idosos, trinta e quatro adultos, dezoito crianças e dois Hydras (os jogadores). A comunidade é gerida por um conselho deliberativo com cinco membros, sendo dois idosos (Kaien e Thostin), um adulto responsável pelos grupos de buscas (Kaedin) e os dois Hydrahs (Azmov e Ippocrate), responsáveis pela segurança do perímetro. Os adultos formam grupos de busca de alimentos, com a participação das crianças mas velhas. Quando a exploração ocorre em locais desconhecidos, ela é feita pelos Hydras de Turing, que vivem na comunidade com o objetivo de resgatar todos os LostH com genes puros e organizar uma revolução, onde os perdidos irão tomar a Safezone da elite.

As reuniões do conselho ocorrem na sucata abaixo do laboratório, com a presença de todos os membros da comunidade que sejam importantes para a tomada de decisões. Lá, a A Voz (Turing) os guia através dos locais e fornece os algoritmos e chaves de acesso para o sucesso das missões dos grupos de exploração e defesa. Os membros dessa comunidade cultuam A Voz como uma divindade, por mais que nunca a tenham visto, pois sua voz metálica, ecoando por todas as cabeças da sucata, com um tom reconfortante de esperança, é mais do que o suficiente para os que a ouvem.

Boatos sobre a comunidade
  • As I.A.s desconfiam que A Voz seja alguém ligado a Turing, fazendo-se passar por ele.
  • A comunidade tem um nível de infecção muito baixo, o que atrai o interesse de Executores e Hekaths, mas a sua localização nunca foi descoberta, embora esses grupos estejam vagando cada vez mais perto de sua entrada.
  • Dois Hyonos foram enviados à Zona 01917K, em busca de Labor133S e nunca mais foram vistos.
  • Os Hekaths Beta e Gama não fazem ataques diretos à Zona 01917K, apenas Alphas vagam erraticamente pela região.
  • Existem pequenas comunidades na zona, que ainda não foram mapeadas.
Pessoas Importantes
  • Kaien: uma idosa membro do conselho de deliberativo de Labor133S, responsável pela descoberta da sucata abaixo do laboratório. Conheceu A Voz e em seguida, fez contato com os Hydrahs de Turing e os trouxe para a comunidade. Aspectos: Líder do conselho e Proteger Labor133S a todo custo.
  • Thostin: idoso membro do conselho, relutante em aceitar a influência dos Hydrahs na comunidade. Pode ser encontrado na sucata, em busca da origem da Voz. Aspectos: As I.A.s sabem o que fazem e Relutante em aceitar ordens.
  • Kaedin: filho de Kaien, responsável pelos grupos de busca. Está sempre próximo dos Hydrahs, pois acredita que a comunidade evoluiu desde a chegada deles. Aspectos: Sempre dá para conseguir mais e Não confio em executores.
  • Thrina: esposa de Kaien e responsável pela saúde dos membros da comunidade. Aprendeu com os Hydrahs a utilizar e reparar parte dos maquinários existentes na comunidade. Aspectos: Eu posso fazer as máquinas funcionarem e Confio na Voz.
  • Isis: uma menina de olhos verdes e castanhos, que chegou a comunidade logo após os Hydrahs. Segundo as avaliações médicas, possui 98% de seus genes limpos da infecção Hekath. Ela diz que tem uma irmã gêmea, da qual se perdeu durante um dos confrontos entre Hekaths e Executores. Aspectos: Tenho uma irmã gêmea, Baixa infecção Hekath e Origem desconhecida.
Antagonistas
  • O Trem: um grande MK Gama que assumiu a forma de um trem e se instalou nas linhas de metrô abaixo das zonas, levando os LostH e Executores para as zonas nas quais ele tem acesso, em troca de informações relevantes sobre a Safezone. Se a informação não é relevante, os passageiros são levados a uma de suas fábricas. Ele também é a fonte principal de conhecimento da sua sociedade, mas ainda não se sabe o motivo pelo qual compartilha essas informações, além da barganha nem sempre ser fácil. Aspectos: Conheço todos os caminhos, Barganha complicada e Ninguém sabe o que eu sei.
  • O Golem: um andróide superior de protocolo, que ficou fora do controle das I.A.s e tomou uma zona de controle adjacente à Zona 01917K. Seus planos parecem voltados para a comunidade de Labor133S. Ele controla vários drones servos, táticos, andróides servos e operários gigantes. Aspectos: Objetivo desconhecido , A grande obra ainda precisa ser concluída e Livre das I.A.s.
  • Eidan RT0X7: Nirvana não aceitou a fuga de Turing da Safezone e culpa Olympus por essa falha, enviando o Executor RT0X7 para encontrar o fugitivo e destruir qualquer vestígio de sua utopia de acesso a todos na Safezone. A dispensa de serviço de Eidan está ligada à destruição da obra de Turing, o que aumenta seu determinação a cada minuto em que não atinge seu objetivo. Aspectos: Caçar e destruir qualquer vestígio de Turing e Megalomaníaco.

Gerador de Eventos

O gerador de eventos é uma tabela para auxiliar o narrador na construção de uma aventura rápida, algo comum a muitos RPGs. Basta rolar 2 dados FATE em cada coluna para montar a estrutura da sua aventura.

Exemplo de evento: (+2) Falta de Comida, (-2) Sul e (-2) Hekaths.

Exemplo de descrição: A comunidade está faminta, o grupo de exploração de Labor133S terá que buscar alimentos na Zona ao Sul, dominada pela Colméia — a maior concentração de atividade Hekath na região. Os batedores descobriram recentemente a localização de um centro de produção de alimentos de grande capacidade. Vale a pena o risco? Ou é melhor arriscar morrer de fome na espera de uma nova oportunidade?

ROLE 2dF
ProblemaDireçãoAdversário
+2Falta de Comida+2Leste+2LostH
+1Missão de exploração+1Oeste+1Quimeras
0Invasão involuntária0Dentro da Zona0Obscuras
-1Falta de Energia-1Norte-1Executores
-2Ataque direto-2Sul-2Hekaths

Conclusão

Essa mini-campanha de Evolution Pulse é muito esperada por mim, pois é minha primeira incursão de narrativa no gênero. E ao fazer essa construção coletiva do cenário, com os jogadores que me acompanharam na campanha de Weird Wars II, a intenção é incentivar a todos que estão empolgados com o EP em compartilhar os seus cenários com a comunidade. Não posso deixar de citar o Stefanno Peletti, pela tradução do cenário Titan Larbor 8 e a aventura Ataque a Rad438K, de autoria do Enrico Ronconi e disponibilizada no grupo do Evolution Pulse Brasil, que foi um dos motores imóveis para essa postagem, juntamente com as streamings do Diego Bassinello no Câmara Obscura, que vale muito a pena dar uma conferida, na qual ainda joguei duas sessões.

Finalizo essa postagem com um agradecimento ao Silvio Rivera, da Fábrica Editora (você pode adquirir o livro clicando aqui) pelo carinho com os minijogos do Mundos Colidem e principalmente com os financiadores do Desmortos, que espero que curtam o Sobreviventes, um minijogo sobre sobrevivência zumbi de minha autoria, que em breve estará com novidades na Caixa do Lima.

Até breve.

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