Ladinos & Adagas

Saudações, aventureiros.

Sou um garimpeiro de informações que me permitam mestrar e jogar melhor. Os romances, sejam eles diretamente ligados a cenários de RPG ou não, estão sempre cheios de cenas maravilhosas que algumas vezes tentamos emular em nossas mesas e uma delas, são as cenas velozes e furiosas de combates com adagas.

Neste artigo, mais voltado para o público iniciante, vou apresentar algumas escolhas que eu faria para ter um ladino, em Dungeons & Dragons 5E, focado no combate com adagas. Também apresento um levantamento estatístico sobre os danos causados com ataques normais, com ataque furtivo e acertos críticos para personagens de primeiro e quinto nível.

RPG sem dados – a proposta de Erick Wujcik

Como jogar RPG sem dados? Qual foi o primeiro sistema a utilizar esse recurso de maneira explícita e bem-sucedida? Vamos explorar esse tópico agora, no Mecanismo Obscuro.

Tipos de aventuras

Saudações, aventureiros.

No último artigo do Enclave do Arquimago, falei sobre como tenho tentado evitar frustrações em minhas sessões deixando bem claro que tipo de aventuras vamos jogar, se abertas e fechadas. Neste artigo, vou detalhar um pouco mais sobre esses dois tipos de aventuras e como elas impactaram diretamente na minha forma de narrar e nas expectativas dos grupos com os quais eu já joguei.

Jogando Hikikomori: Amiga Otaku, Lolicon e Vaporwave

Para terminar a série sobre o jogo Hikikomori, vamos percorrer uma sessão completa que corresponde a uma semana da vida do personagem. Como vimos na apresentação geral desse jogo, hikikomori é um termo em japonês para usado para definir fenômeno contemporâneo, um problema tanto social quando de saúde pública que cresce em muitos países. O jogo e Ewen Cluney, que foi traduzido para o português (e recentemente revisado) procura fornecer uma mecânica que permita o desenvolvimento de uma narrativa sobre a semana agitada de uma pessoa (geralmente jovem) que está na condição de um hikikomori. Segue a descrição da partida a seguir…

Evite frustrações: tipos de aventuras

Saudações, aventureiros.

Recorrentemente leio na internet relatos de como alguns mestres e jogadores se frustram quando jogam determinados tipos de aventuras, sendo que os mestres costumam ficar frustrados, principalmente, quando os jogadores não seguem o que ele havia planejado para uma aventura, destruindo o potencial de uma campanha ou deixando todo o seu material preparado inutilizado, apenas porque não entraram em uma taverna.

Quer saber como eu deixei de me frustrar, sem ter que parar de jogar? Continue lendo.

O Sistema Importa

Saudações.

Recentemente fui citado em uma postagem no Facebook® em uma postagem que falava sobre a famigerada “regra de ouro“. A citação, feita pelo Marcelo Telles da Rede RPG, me lembrou dos tempos áureos do ForjaRPG, que escrevi durante um bom tempo com o grande Pedro Leone, e que na época focava muito em teoria do RPG e D&D 4E.

Como a chamada foi provocativa (no bom sentido), resolvi reviver alguns desses artigos que marcaram época e que podem trazer à luz boas discussões e ajudar a entender uma série de conceitos que podem não ser importantes para aqueles jogadores que não são game designers e nem pretendem ser, mas que podem ajudar bastante no entendimento da criação de novos sistemas, de aventuras, contribuindo, quem sabe, para trazer jogadores novatos para a área de desenvolvimento de jogos.

Hikikomori – Tradução

No nosso último encontro, exploramos um pouco do jogo Hikikomori, de Ewen Cluney. Nesse segundo post, ao invés de escrever como foi o meu jogo solo, ou minha “aventura de uma semana” com um personagem hikikomori, decidi arriscar uma tradução do jogo, gentilmente incentivada pelo autor. 

Sessão UM

A Sessão ZERO é onde definimos o estilo de jogo que o grupo quer jogar, as regras que vamos seguir (o contrato social), expomos nossas expectativas em relação à história a ser contada e criamos os personagens.

A Sessão UM precisa ser, de certa forma, mágica. Sendo ela o primeiro contato real com o jogo, ela precisa chegar ao fim tendo despertado nos jogadores a vontade de voltar a jogar, de desenvolver a história e seus personagens.

E como é possível criar essa mágica para a primeira sessão? Vou compartilhar logo abaixo algumas técnicas que venho utilizando e que tem gerados bons frutos.

Sessão ZERO

Saudações, jovens e veteranos aventureiros.

Após um recesso involuntário como mestre/narrador/anfitrião/juiz/etc./etc., eis que retorno ao ofício do lançamento de dados e criação coletiva de histórias (não necessariamente nessa ordem). Esse retorno implica, necessariamente, em inspiração para escrever sobre o hobbie, principalmente para aqueles jogadores novatos, que ainda estão sentados à soleira de suas tocas, aguardando a chegada de um mago intrometido que os levará para viverem grandes aventuras.

Nas próximas linhas, vou fazer um relato sobre a minha experiência com um grupo de jogadores novatos, nas duas primeiras sessões de uma mini-campanha de BRP (mais informações aqui). Mas se você não joga e nem pretende jogar BRP, eu o desafio a continuar a leitura, afinal, a experiência que compartilho abaixo vale para qualquer RPG.

Ramen em Kara Tur

Olá, viajante! Seja bem vindo à Taverna no Fim do Multiverso. Meu nome é Gilgan, seu anfitrião.

Devo dizer que a fortuna lhe acompanha, pois veio em um dia especial. Estamos no período comemorativo do início de um novo ciclo lunar nos reinos orientais de alguns dos planos materiais que tenho acesso, assim, fiz essa decoração alusiva. Não se preocupe com os fogos que estão estourando no teto, são apenas ilusões (na verdade, é um enorme painel que nos permite visualizar uma dessas realidades que no momento está comemorando com fogos, mas temos alguns supersticiosos aqui que não gostam muito, logo, digo tratar-se de uma ilusão; uma mentirinha inocente, se me permite!).