Resenha de Guardians Chronicles Season 1 (boardgame)

E aí, tudo bem, galera? Hoje, mudando um pouco de ares, vamos falar hoje de um boardgame (jogo de tabuleiro), o Guardians Chronicles, que foi financiado no Kickstarter (versão melhorada do Catarse e Kickante nos USA) pela empresa Iello e pode ser jogado de 2 a 5 pessoas (uma delas assumindo o papel do vilão do jogo) com idade mínima de 14 e seu tempo de jogo em média é de 90 minutos. Embora na França e Inglaterra tenha uma versão um pouco diferente da franquia e que tem previsão de saída em Junho de 2017, segundo o site do Kickstarter se quiser dar uma olhada aqui está o site.

Bom, vamos à resenha.


Um pouco da estória do jogo

O jogo se passa num mundo parecido com o nosso, onde um grupo de heróis chamado Patrulha da Liberdade, (Liberty Patrol), luta contra o vilão Dr. Skarov; a divisão dos blocos no mundo pode ser vista na imagem abaixo.

A Caixa Básica

O jogo vem com um manual, muitas miniaturas do lado dos vilões — entre minions robôs, os tenentes e o vilão do jogo, Doktor Skarov — 4 são os heróis da caixa básica, o Sargento Liberdade (Sgt. Freedom), Garoto de Ouro (Golden Boy), Super Nova e o mago Adam Spell. Até agora o jogo tem 2 expansões:

  • Night Squad: adiciona um novo esquadrão de heróis e mais missões e tiles;
  • True King of Atlantis: adiciona um nova aliado pro lado dos vilões, junto com missões novas e mais minions também;

A caixa ainda vem com alguns marcadores variados como os de dano — parecidos com as onomatopeias das Hqs e do seriado dos anos 60-70 do Batman (quem lembra aí dos POW, CRASH e BOOM?), cartas com os poderes dos heróis, sendo que cada um herói tem deck próprio (Power Cards) e as cartas de dano (Wound Cards), adquiridas quando os heróis atingem o Máximo de seus pontos de vida em dano; há também as cartas para os vilões do jogo (Event Cards) que são genéricas, podendo ser usadas uma vez por ativação; cartões de identidade de heróis e vilões – onde se encontram as características de cada um e também 5 dados brancos (Combat Dices), 5 dados vermelhos (Power Dices) e os dados laranjas (Value Check Dices).

Ah, também vêm 9 tiles dupla face no jogo (que formam o tabuleiro); cartas correspondentes a cada um deles (explicarei mais à frente a função) e o manual das missões para montar o tabuleiro, que tem o papel de contar qual será a missão dos heróis.

Missão montada

Como Funciona o Jogo

Ele começa com as escolhas de quem será o vilão e quem serão os heróis – e seu nível, que varia entre: Rookie, Normal e Veterano (cada nível adiciona ou diminui a dificuldade da missão principal com mais ou menos minions ou tenentes) e em seguida, rolando o dado para saber qual missão secundária eles terão que atingir até o final do jogo, logo após decidir qual missão a ser jogada (recomendo seguir como campanha da primeira até a última). Nesse ponto ele é muito parecido com boardgames como os do D&D já lançados (onde somente os heróis evoluem), mas disso falarei futuramente, se tiver oportunidade.
Então é montado o tabuleiro com heróis nos pontos azuis marcados no tabuleiro e os minions distribuídos, dependendo da quantidade de jogadores em cada tile (se só houver 1 heróis por exemplo, haverá 1 minion por tile no jogo) e pelo menos um tenente na área da missão primária do jogo.
Com tudo montado, cabe aqui uma explicação sobre as cartas de tile que falei anteriormente – nelas estão descritas armadilhas do jogo, que só podem ser ativadas pelo Dr. Skarov ao final de cada turno completo (no tile onde o Dr. Skarov fica há um painel com marcações para cada tile em jogo). O jogo começa com os heróis e o vilão decidindo quais cartas usar: os heróis pegam apenas duas cartas e o vilão pega uma para cada heróis em jogo, e só depois de decididas as ações de cada um é que é definida a sequência de jogadas dos jogadores – cabendo ao vilão ativar um tipo de minion por cada turno por jogador. No final após todos jogarem é ativada a armadilha correspondente à que o Dr. skarov está no tile da sala de controle (sala dele).
Uma coisa legal no jogo é que os heróis ou o vilão, ao término da partida, montam o jornal de acordo com o que ocorreu no jogo – se os jogadores conseguiram completar missões secundárias, se o vilão escapou ou foi pego etc.

Meu Parecer

Sou suspeito em falar de boardgames, pois sou um pouco chato pra eles (prefiro mais os jogos cooperativos que os competitivos). Como você deve ter notado ao me ver falar de um jogo de heróis e se não notou, aviso aqui: o jogo é cooperativo (apesar do site dizer que é semi-cooperativo). Começo dizendo que me encantei com esse tema, pois quase não se acha jogos como esse no mercado e este veio bem a calhar:

  • Facílimo de aprender a jogar, só fica um pouco complicado e chato na montagem do tabuleiro, os tiles precisam de uma posição especifica e cada um deles tem uma letras muito pouco chamativas pela quantidade de informação contida em cada tile;
  • Apesar da caixa ser muito resistente por fora, sua única divisória interna é muito fraca e por vezes você verá suas miniaturas espalhadas no meio das cartas e cartões, ter de separar isso toda vez é um saco;
  • As regras volta e meia dão um nó, pois muitos poderes mudam-nas de forma drástica, dando mais tática ao jogo é preciso ficar atento a jogadores que gostem de trapacear tanto para o lado do vilão como para o lado dos heróis;
  • As regras descritas no manual volta e meia precisam de uma visita no site para uma boa tirada de duvidas, precisamos de jogar pelo menos 5 vezes para dominar as regras (mas vale uma ressalva aqui, o espaço de tempo entre os jogos foi muito grande pra fixar as regras propriamente);

Ainda não tive oportunidade de jogar tidas as missões da caixa básica (e infelizmente tive de me desfazer do jogo por razões financeiras mas pretendo readquirir ele quando puder), a galera que jogou comigo viu que assim como no jogo Zumbicide, se não forem tomadas as decisões certas, a missão pode fracassar imensamente. Quanto a duração de nossas partidas tivemos uma média de 120 minutos de jogo – apesar do site dizer menos (isso varia de grupos para grupos). E vou dizendo que isso foi somente com a caixa básica que é o Episódio 1 – fiquei achando que a empresa iria continuar o projeto mas pelo kickstarter parece que outra empresa pegou o projeto a RED JOKER (que é quem está com o jogo Guardians’ Chronicles: Clash of Heroes).


Bom é isso galera, muito obrigado até aqui. Espero que tenham gostado dessa pequena visita a outro hobby, comente ai em baixo e nos siga no facebook.

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