Marvel Battle Scenes para Fate Acelerado

Saudações, Camaradas!

O Mundos Colidem está de cara nova e novos colaboradores, cada um como regente de sua própria dimensão imaginária, onde molda seu mundo à sua imagem e semelhança. E este é meu espaço, o Nomos.

Gostaria de abrir esse novo ciclo de postagens falando sobre o tema que encerrou o ciclo anterior, o Fate Acelerado – FAE.

Vocês conhecem o Marvel Battle Scenes, ou BS? Trata-se de um cardgame nacional produzido pela COPAG, com temática de super-heróis do universo Marvel e lançado em meados de 2013. Atualmente, encontra-se na sua 9ª edição (Ascensão e Queda). Nele, dois oponentes se enfrentam usando decks de 60 cartas repletos de heróis, habilidades, cenários e suportes. O vencedor é aquele que primeiro conseguir 15 pontos — que são referentes aos pontos de vida dos personagens vencidos.

Apesar de ter começado a jogar BS recentemente, no início de 2016, em torneios de divulgação e iniciação de novos adeptos no cardgame, já tinha experiência prévia com cardgames de uma forma geral, desde 2014. E desde esta época eu olhava para as cartas e pensava “isso tem que servir para jogar RPG — e as cartas devem ser as fichas!” Pois bem, estava caçando Pokémon com o meu grande amigo Hélio Alcântara, quando começamos a conversar sobre como fazer isso. A grande dúvida era sobre qual sistema moldaria bem a nossa ideia. A resposta foi rápida: Fate Acelerado. O resto foi bem fácil.

Vamos usar a carta do Capitão América como exemplo:Capitão América

  • Nome: Steve Rogers;
  • Aspectos: Conceito (herói/vilão), Alter ego e Afiliação (vingadores);
  • Abordagens: Habilidades (agilidade +2 e a distância +2);
  • Façanhas: recuperar escudo (o escudo sempre volta para o capitão. E ele tem +2 para ataque/defesa usando o escudo, e criar vantagens usando ele). Inspirar Vingadores (+1 para todos os personagens da Afiliação vingadores lutando ao seu lado);
  • Recurso: escudo do capitão (veja a carta do escudo, mais abaixo);
  • Destino: 7 (é uma campanha de supers!);
  • Estresse: escudo é permanente, sempre reduzindo no ataque. O coração são os pontos de estresse e é necessário reduzir todos a zero no mesmo turno para o personagem sair de cena. No turno seguinte, ele volta a numeração original, caso não tenho saído de cena;
  • Todas as demais ações não especificadas são feitas com +0;
  • Quando o personagem tiver ações imprevistas, basta pagar um ponto de destino para ter direito a uma ação extra no turno;
  • O personagem com ação antecipada sempre tem a vantagem da iniciativa. E se tiver ação imprevista e antecipada, pode atacar primeiro duas vezes, bastando gastar um ponto de destino.

O escudo do capitão será um recurso do personagem e com base na carta, seus aspectos seriam:Escudo do Capitão América

  • item único;
  • +1 em escudo (defesa) para o portador, sendo +2 caso seja o Capitão América;
  • múltiplos alvos.

Nem todas as cartas têm funcionalidade na proposta, cabendo ao narrador fazer uma seleção e testar antecipadamente, para evitar disparidades, especialmente no tocante às cartas de edições diferentes. Um exemplo claro é o da carta do Hulk:Hulk

A primeira carta tem a habilidade Hulk Esmaga, que causa quatro pontos de dano. Na proposta do BS para FAE, o jogador teria um +4 para ações de ataque físico. Mas na carta seguinte, temos a habilidade Cólera Enlouquecida, que causa nove pontos de dano. Seria um pouco sem graça, mesmo em uma campanha de super-heróis, o Hulk ter +9 em seu teste de ataque. Sim é o Hulk, mas vamos tentar manter as coisas equilibradas, certo?

A princípio, a proposta parece ser bem funcional, mas estamos realizando testes nas próximas edições do Calango Lúdico, onde iremos expor e testar regras para o uso das cartas de cenários (que s  ervirão como aspectos de cenários), suportes (que deverão ter função similar à apresentada no Jadepunk) e capacitação.

Dependendo do feedback positivo, a esperança é de produzir um material oficial, se conseguirmos autorização dos proprietários dos direitos autorais do cardgame.

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