É possível utilizar o RPG em sala de aula?

Olá, eu sou o Lima, Raphael Lima.

 

Essa semana na Caixa do Lima (outrora Nomos), esta coluna onde vos falo quinzenalmente (pelo menos me esforço para tanto), venho dialogar com meus poucos e fiéis leitores sobre o uso do RPG na educação.

AVISO:

ESSE ARTIGO RELATA A MINHA EXPERIÊNCIA COM O USO DO RPG EM SALA DE AULA

Desde o meu ingresso na docência por volta do ano de 2007, até os tempos atuais — já são mais de dez anos em sala de aula, até eu me assustei quando fiz essa conta — uma pergunta sempre me perseguiu:

é possível utilizar o RPG em sala de aula?

E após muitos anos de experiências com o RPG em sala de aula, nem tudo são rosas, nem todos os experimentos são exitosos ao longo de um tortuoso caminho de persistência e resistência para chegar ao que consegui hoje — que ainda não é o modelo ideal, mas já mostra muitos avanços na minha pesquisa.

Onde tudo começou?

A primeira vez que o RPG apareceu na minha vida foi em meados de 1995, quando passava os finais de semana na casa dos primos e tomei conhecimento sobre um grupo que jogava RPG. Tinha ouvido falar deles, mas não lembrava onde e como, apenas uma vaga lembrança na memória.  O grupo jogava Vampiro: a Máscara e alguns eram amigos do meu primo. Me falaram um pouco sobre o jogo e o que era o RPG. Mas o grupo tinha acabado de entrar na maioridade e eu era um moleque de 13 anos — era óbvio que não iriam me deixar jogar e eu nem tentei, me contentava em ouvir histórias de como funcionava o jogo e ficava observando o grupo conversar sobre os planos dos personagens.

Em uma das conversas sobre o RPG e o seu funcionamento, me falaram sobre o AD&D, um jogo de fantasia que tinha Elfos, Dragões e Magos, mas ninguém tinha um livro para me mostrar. Alguns meses se passaram, e estávamos todos conversando na rua, quando um dos nossos amigos aparece com um livro de RPG, nada mais perfeito, pois era o First Quest. Assim teríamos a primeira aventura.

Vocês estão no cume da montanha, próximo à boca do vulcão; a lava borbulhante está lá embaixo e no meio daquele mar do inferno está a pena da fênix, o item que vocês precisam para salvar a cidade dessa erupção iminente. O que vocês fazem?

Jogador: Eu coloco esse gibão de peles e pulo na lava, na tentativa de nadar até a pena.

Narrador: É isso mesmo?

Jogador: Sim!

Narrador: Vocês observam o elfo pular na lava, afundar e morrer.

Jogador: Como assim? Ei, o que é um gibão de peles?

É triste, mas foi a minha primeira morte. Atuei como jogador de 1995 à 1999, quando comecei a narrar por necessidade da crescente demanda de jogadores do grupo; o velho mestre não tinha mais como dar conta de 20 a 25 jogadores e teve que formar vários grupos para distribuir os jogadores durante a semana.  O único livro que tínhamos acesso era o velho First Quest, e assim foi até meados de 2002, quando conheci a 3ª edição do D&D — o livro pertencia a um amigo, comecei a narrar há três anos, e nunca tinha lido um livro de RPG que fosse meu.

Esse livro tem uma história interessante: perdi o livro em 2005 e ressarci o amigo pela perda em 2017 — Antes tarde do que nunca. Com a chegada do livro da 3ª edição, migramos as aventuras do meu cenário autoral, Malastare, para o novo sistema e assim permanecemos até 2005, quando por acaso do destino, perdi o livro do D&D e caíram no meu colo os livros do CODA — acredito ter contado a saga desses livros em outra postagem aqui no Mundos Colidem.

Jogamos com o CODA até 2012, inicialmente adaptando Malastare e depois uma campanha de O Senhor dos Anéis que durou de 2006 à 2012. Em 2012, a pedido do grupo, resolvi me aventurar em narrar Vampiro: a Máscara e tentei sanar uma vontade antiga de narrar temas históricos. A opção foi pela dominação holandesa no RN (essa foi a centelha que fez surgir o Medievo RPG) e nesse mesmo ano topei com o Fastplay do Terra Devastada na internet — foi o primeiro jogo com uma pegada narrativista que narrei — e voltei a jogar após vários anos, um cenário autoral de Rafael Soares, que era um The Walking Dead dirigido pela Brasileirinhas (vai entender).

O Terra Devastada abriu a minha mente e quebrou alguns dos meus antigos paradigmas.

Entrando em sala de aula, na função de professor

Iniciei na docência no ano de 2007, em um programa social do governo federal que tinha como público-alvo adolescentes de 15 a 17 anos. Eram oficinas sobre temas transversais, com duração de três horas diárias. Comecei a pensar em encaixar o RPG nas oficinas, mas o resultado foi desastroso, em grande parte pela minha inexperiência na docência e pelo conhecimento de apenas dois sistemas de RPG (D&D 3ª edição e o CODA SdA). Trabalhei em programas sociais até 2011 e após várias experiências, ainda não tinha encontrado o modelo ideal que se encaixasse na minha prática docente.

Em 2011, ao ingressar na educação básica — fundamental menor e maior — voltaria a insistir na ideia, que já tinha deixado para trás em 2010, e decidi que deveria partir do começo e me questionar novamente: como utilizar o RPG em sala de aula?

Foi neste ponto que parti novamente para as pesquisas e encontrei muitos relatos pelo Brasil afora — novos e velhos, dos quais eu já tinha conhecimento, mas tive o cuidado de reler todos — com muitos falando sobre experiências com a formação de grupos de atividades extraclasse, mas eu queria algo que funcionasse em sala, dentro das aulas, em curto prazo, com uma experiência simples e marcante e que abrangesse toda a turma.

Os grupos extraclasse são ótimos, mas não eram o que eu procurava. Contudo, eles seriam essenciais no futuro.

Em 2016, montei um coletivo de narradores formadores, com a função de capacitar novos narradores interessados no RPG. Assim, em 2017, tínhamos narradores o suficiente para fazer uma atividade com um grande grupo de alunos durante as aulas. Mas faltava o material para essas aulas.

Ao ingressar na educação básica, nas aulas de História (rede particular) e Ensino Religioso (rede pública), me utilizei da experiência da narrativa com temas históricos e comecei a aliar o RPG às temáticas, envolvendo as duas disciplinas que lecionava. Sempre fui fascinado por história — lembro de duas professoras que tive no ensino Fundamental e Médio que só fizeram crescer a minha admiração pela ciência, além de um professor de Geografia que dava aulas diferentes de todas as outras que participei. No futuro, desenvolvi o hábito inconsciente de ter amigos geógrafos e com eles, descobri que o professor se valia muito da geografia política e cultural em suas aulas.

Unir isso ao RPG era maravilhoso (vide o Medievo), estava usando novamente o D&D e o CODA (meus sistemas favoritos na época) e algo estava dando errado de novo. Os sistemas atendiam às minhas necessidades de diversão, mas não a de uma ferramenta educacional para sala de aula. Precisava de outra coisa.

Tinha chegado a hora de sair da zona de conforto.

Houston, temos um problema!

Eu já tinha um problema: como usar o RPG em sala de aula? Não como atividade extraclasse, mas sim nas aulas regulares. Eu precisava de uma metodologia funcional para toda a turma e que funcionasse durante a aula. Não seria nada fácil, pois na maioria das experiências com as quais tive contato, observei que os professores/narradores incorriam nos mesmos erros, que repeti por anos.

  1. usar o seu sistema favorito (existem inúmeras experiências exitosas onde os docentes utilizam o seu sistema favorito, mas esse método não funcionou na minha proposta de trabalho a curto prazo) ou criar o seu sistema (eu criei um sistema, o Medievo, mas no final das contas, ele foi a porta de entrada para a solução do problema);
  2. adaptar o conteúdo da sua aula, os alunos e sua prática docente, ao RPG. Isso é um erro muito comum na relação com a educação. O RPG deve ser a ferramenta do processo de ensino-aprendizagem, e não o foco principal — digo isso após ouvir vários docentes falarem de suas atividades como se fosse uma pregação para difundir o RPG e trazer mais jogadores.

Meu foco não era esse, como disse o Joka: “minha preocupação é fazer a aula divertida” e garantir o ensino e a aprendizagem. Devemos pensar como professores que desejam usar o RPG e a Narrativa Interativa como metodologia; e não pensar como Rpgistas que desejam colocar o RPG dentro das aulas.

O vento começa a mudar

E após alguns anos experiências, começando por onde todos começam — usando o seu sistema favorito e adaptando tudo para ele (inclusive a aula e os alunos). Em 2013, conheci Robson Carmo, uma múmia do RPG Potiguar, e também professor.

Aqui em Natal temos uma lenda sobre as nossas três múmias: Robson, Misael e Petras (Grand Papa do MC). Enquanto os dois primeiros brincavam nas poças de água do Jardim do Éden, o último estava em forma de serpente na macieira.

Pelo fato de ter apenas uma aula semanal (com uma hora de duração), eu precisava de algo que funcionasse nesse curto espaço de tempo. E os meus sistemas favoritos eram demasiados cheios de regras, o que me fazia perder um tempo precioso (leia-se aulas) para fazer fichas, ensinar como jogar e afins. Quando conheci Robson Carmo em 2013, fizemos um projeto em parceria (trabalhávamos na mesma escola), ganhando carga horária semanal — pois como professor de Ensino Religioso, tenho apenas uma hora por semana em cada turma, enquanto Robson atuando como pedagogo, tinha 20 horas semanais.

Mas essa carga horária era apenas para a sua turma, e as demais, como ficariam?

Então volto ao problema de algo funcional em uma única aula. Os grupos extraclasse eram uma ótima ideia, mas estavam condicionados aos alunos interessados, o que gera uma série de fatores contra essa prática na realidade de uma escola pública de periferia, que é onde estou inserido (dificuldade de locomoção, falta de recursos financeiros e de alimentação para se manter atividades em tempo integral na escola). No tocante ao material para as atividades, iniciamos repetindo o mesmo erro — usando sistemas que nos deixavam confortáveis.

Mais uma vez, estávamos adaptando tudo ao RPG, quando deveria ser ao contrário. Em 2014, conheço o Grand Papa (Petras Furtado) e passo a ter acesso a uma gama de referências e sistemas de RPG e a conversas sobre game design, que ainda são importantíssimas para os materiais que estão sendo desenvolvidos.

Minha formação como jogador/narrador foi um processo complicado, pois não tive acesso a muitos livros, fosse por questões financeiras, ou mesmo acessibilidade. Se na década de 1990 era difícil ver um livro de RPG, imagine em um bairro de periferia — o First Quest apareceu em nosso grupo de uma forma impensável. Até o início de 2014, só tinha domínio/conhecimento de quatro sistemas de RPG (D&D 3ª edição, CODA SdA, Vampiro: a Máscara e o Terra Devastada). O Grand Papa me apresentou o FATE, que em uma primeira leitura eu não consegui entender, mas que após jogar algumas vezes, já havia me apaixonado pelo sistema.

Minha veia narrativista tinha sido despertada, e a abstração de regras que o FATE me proporcionava, trazia toda uma gama de possibilidades — em especial, trabalhar com a imaginação de uma criança. E as regras? Eles tinham que se moldar à necessidade.

A Alvorada dos Minijogos

A solução do meu problema estava com a metodologia de Paulo Freire e o narrativismo do FATE.  Em seu aclamado Pedagogia da Autonomia, Freire defende que o saber deve ser construído, mediante um processo em que o docente deve dar ferramentas ao discente para que ele construa o seu conhecimento. Assim, cheguei à resposta da pergunta que me atormentava:

a Narrativa Interativa (RPG) deve ser uma ferramenta do processo de ensino-aprendizagem, não o foco do processo educativo, e muito menos ser imutável e condicionado a um único sistema.

Os sistemas de RPG possuem propostas, e geralmente as suas regras abrangem essas propostas, por isso eles não podem abranger todas as necessidades de se trabalhar uma temática em sala de aula. Mas e os sistemas genéricos?

Mais à frente explico o problema com os sistemas genéricos.

Em 2017, surgiu a ideia de trabalhar com minijogos. Ora, eu que até 2014 não conhecia quase nada de RPG, iria começar a escrever sistemas? Na verdade, comecei a me atrever em 2015, quando comecei a rascunhar e testar o Medievo RPG: Fantasia Medieval na Baixa Idade Média. Os leitores assíduos dessa coluna, sabem do que estou falando, para os demais, deixo o link. Escrever minijogos é um desafio, pois é necessário abranger as regras da sua proposta em um curto texto, coisa sobre a qual eu não tinha a mínima experiência. O Medievo estava inacabado, mas mesmo assim serviu como base para o primeiro minijogo, Sobreviventes: um jogo minimalista de sobrevivência pós-apocalíptica, que distribuí na comunidade nacional e internacional, com ótimos feedbacks. Após o Sobreviventes, escrevi outro minijogo, Cruzados: Jornada à Terra Santa. Novamente os resultados são positivos, especialmente do público fora do Brasil, com ambos os produtos tendo mais de trezentos downloads no DriveThruRPG em dois meses.

Com a ideia dos minijogos consolidada, experimento dar um passo à frente, e escrevo Jornada ao Quilombo: um jogo sobre escravidão e liberdade, um minijogo com o tema da fuga dos escravos para os quilombos no Brasil colonial, junto com uma aventura pronta. Jornada ao Quilombo tem elementos gamistas, com a construção de personagens sendo simples e rápida (podendo ser até por rolagem de dados) e feita por meio de escolhas prontas (seis por cada uma das quatro partes que compõem a ficha). A aventura contém quatro cenas curtas definida pela aleatoriedade dos dados e com situações pré-definidas, que necessitam de resolução dos jogadores para poder seguir na história.

Toda a proposta é estruturada com a temática a ser trabalhada, o que funcionou em uma aula de uma hora, desde a construção dos personagens até o final da aventura (não é um número preciso, mas em 70% dos casos, foi concluído no tempo).

Desde que comecei a pesquisar e a fazer experiências com RPG em educação, passaram-se dez anos, e agora eu tenho algo que atende às minhas necessidades.

Um outro ponto a ser abordado, que incentivou a construção de material autoral, em especial os minijogos utilizando dados de seis lados, é a facilidade de utilização, bem como a produção física do material para a distribuição entre os discentes. Os dados de seis lados são encontrados facilmente em comércios do bairro — houve um boom desde 2016, quando cheguei na escola, o proprietário de um comércio nos arredores da escola chegou a me perguntar onde conseguir “esses dados esquisitos que os alunos estavam perguntando”.

Outro ponto importante da produção de minijogos, é que posso desenvolver o sistema para a temática que vou trabalhar segundo o contexto de aprendizagem dos meus alunos, o que facilita o trabalho do professor, quando ele procura dialogar com a linguagem do público-alvo.

Pouco acima falei sobre os sistemas genéricos. Eles seriam uma ótima opção, mas a dificuldade de aquisição de livros nacionais, devido à burocracia para compras com verbas públicas e à inadequação das editoras/lojas a essas normas. Ressaltar esse ponto é importante, pois por três anos consecutivos consegui aprovar em projetos vinculados ao governo estadual e federal, as atividades com RPG em sala de aula — mas devido à barreira burocrática, não cheguei a receber os materiais solicitados. Na minha última submissão de projeto, em 2017, com a produção de minijogos a pleno vapor — tanto para educação, quanto para minha diversão, com três minijogos em fase de conclusão — solicitei uma impressora para produzir os jogos autorais.

Meus dois centavos para os pesquisadores

Da mesma forma que não existe uma metodologia única para ensino, o docente precisa se enveredar nas pesquisas de várias abordagens didáticas para alcançar os seus discentes e proporcionar uma melhor experiência de ensino-aprendizagem. Assim como em cada sala de aula existem múltiplos microuniversos com suas particularidades de aprendizagem, não existe um sistema de RPG imutável e pronto para a educação. A escolha de um método sistema (tal como na escolha de uma didática de ensino), se dá pelas particularidades do público-alvo.

Em uma mesma escola, tive turmas que responderam melhor a sistemas/métodos gamistas, enquanto os alunos do fundamental menor tendem a responder melhor aos narrativistas. Mas toda e qualquer atividade atual com RPG na educação, esbarra no próprio sistema educacional, que não é propício para atividades de reflexão — nossa educação ainda é pautada na questão do estímulo resposta, Em um critério único de avaliação, quando temos inúmeras particularidades em uma sala de aula.

E o Jornada ao Quilombo? Bom, o texto está pronto, o Grand Papa aguardando para a diagramação, mas não sei se vocês sabem, mas a minha companheira é professora de Artes, e quando viu todo o projeto e as atividades com os discentes, disse, “Ah, você tem que ilustrar isso”.

Detalhe: eu não sei desenhar.

Fiz um curso de desenho, comprei uma prancheta digitalizadora e até agora os resultados são catastróficos. Então, não esperem muita coisa das ilustrações do livro.

A Caixa do Lima entra em recesso após esta postagem, assim como todo o site do Mundos Colidem. Retornaremos as atividades em fevereiro.

Desejo a todos/as boas festas, e muitos sucessos críticos em suas rolagens de dados natalinas.

Comentários
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raphalimma

Nascido em 23 de setembro de 1982. Filho de Mércia, Filho de Emília, Natalense, RPGista, Marxista, Cientista da Religião, Historiador, Professor, Pai de Marianna e Theo, Casado com Daniella, Egiptologo, amante da obra de Tolkien e Lovecraft, apreciador de uma boa cerveja. Entusiasta de sistemas narrativistas, enamorando o fate e suas possibilidades. Autor do Medievo RPG. Em constante pesquisa sobre a inserção da narrativa interativa na educação. Ainda procurando uma finalidade para esse mundo.

2 Comentários

  1. Excelente! Um relato vivo da experiência de uso dos jogos de RPG em ambiente escolar.

    Ainda não estou na Educação Básica, apenas na superior, talvez em breve eu seja inserido no Ensino Fundamental Anos Iniciais, e assim usarei estes relatos como guia inicial. Já apresentei para duas turmas de quinto ano e o resultado foi excepcional.

    Apresento os jogos aos docentes em formação inicial, apresento o RPG BÁSICO, que usa apenas uma moeda e tem regras bem simples. Segue aqui, com outros sistemas pequenos:
    http://rpgsimples.blogspot.com.br/p/rpg-basico-para-aprender-e-ensinar.html

    E aqui o endereço sobre pesquisas com jogos de RPG:
    http://www.PesquisaRPG.ufpa.br

    Salvei esta postagem em PDF para arquivo de pesquisa e consulta.

    Parabéns! E continue firme e forte.

    Prof. Gilson Rocha de Oliveira

    • Raphael Limasays:

      Muito obrigado pelo apoio, e as sugestões de referências, Professor Gilson. E seguimos nas pesquisas. Boas festas.

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