Batatas Rústicas do Nono Mundo

Olá, caro viajante; seja muito bem-vindo à Taverna no Fim do Multiverso. Eu sou Gilgan, seu anfitrião. Espero que esteja sendo bem atendido. Posso lhe servir alguma coisa? Ah, quer o mesmo que aquele viking barbudo da mesa ao lado? Ótima escolha. É um dos pratos mais intrigantes da casa, que chamo de Batatas Rústicas do Nono Mundo. Por que leva este nome? Ah, que bom que perguntou.


Foi durante um passeio pelo Nono Mundo, aquele impregnado pela Numenera, uma das muitas realidades às quais tenho acesso a partir daqui de minha humilde taverna. Estávamos sob a orientação de meu companheiro de aventuras, Hélio o Nobre, quando derrotamos um enorme construto capaz de se replicar. E como você bem sabe, uma jornada dessas abre o apetite. Foi quando resolvi cozinhar algo fácil e prático. E adivinhe o que preparei?

Exatamente. Esse prato que agora lhe apresento, as Batatas Rústicas do Nono Mundo.
E o que tem de intrigante este prato? Composto por apenas quatro ingredientes, de preparo simples e rápido, o resultado surpreende a quem o vê sendo preparado, superando as expectativas com um sabor agradável e aroma perfumado. Se você for servir de três  a quatro pessoas, use um quilo e meio de batatas inglesas. Não tire suas cascas, apenas corte-as em quatro partes pelo comprimento, formando pequenas “canoas”. Distribua-as sobre uma travessa, jogue sobre elas o azeite, alecrim e o sal grosso (todos ao gosto do cozinheiro) e asse no forno por aproximadamente 45 a 60 minutos — dependendo da temperatura de seu forno. Quando estiverem levemente douradas, estarão prontas.

 

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É importante manter a lâmina afiada…

 

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Nenhuma receita é páreo para um bom gume…

 

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Escolha algumas batatas de tamanho e qualidade regular…

 

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…lave-as e as separe em uma tigela ou terrina.

 

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E então corte-as sem medo.

 

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Sem medo e com firmeza.

 

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Corte-as ao meio, no sentido do comprimento, em quatro partes mais ou menos iguais.

 

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…e coloque-as em uma tigela ou assadeira que possa ir ao forno.

 

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Um pouco de azeite vai bem.

 

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Cuidado com os excessos, porém.

 

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Pegue um punhado de alecrim…

 

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…e um punhado de sal.

 

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…e salpique-os gentilmente sobre todas as batatas.

 

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Como no caso do azeite, sem exageros, hein?

 

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Então é só levar ao forno.

 

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Aguarde até que estejam douradas.

 

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E aí, pode servir com seu RPG favorito

 

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No caso, Numenera.

 

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Com pimenta síria também é uma delícia.

 

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Agora, permita-me falar um pouco sobre o Cypher System, o sistema que tem como uma de suas ambientações o mundo de Numenera.

Em Cypher, o processo de criação de personagens consiste em você elaborar uma frase do tipo “Eu sou um substantivo adjetivo que verbo”. A parte 1 do livro se encarrega de explicar como esses elementos funcionam na construção do Personagem, iniciando pelos atributos (Poder, Velocidade e Intelecto), passando pelo Tipo (o substantivo da frase acima, que determina a abordagem básica do personagem), o Descritor (o adjetivo da frase, uma espécie de refinamento de seu personagem) e terminando com o Foco (o verbo da frase, que é o que torna seu personagem único).

Eu sou um explorador curioso que cozinha deliciosos pratos

Simples assim.

A Parte 2 – Regras, aborda as mecânicas do jogo. Algo inovador em Cypher é que todos os testes são feitos pelos jogadores, nunca pelo mestre. Então, por exemplo, em um combate, se o jogador está atacando, ele rola o ataque. Se está sendo atacado, ele rola a defesa. Cada rolamento tem um grau de dificuldade que determina qual o número alvo que o jogador deve conseguir em um d20. E aqui vem outra característica legal do sistema: o jogador evoca elementos de seu personagem – perícias, habilidades ou equipamentos, por exemplo — na tentativa de reduzir a dificuldade do rolamento. Caso consiga reduzir a dificuldade a zero, não precisa nem mesmo fazer o rolamento, tendo sucesso automático em seu teste.

A Parte 3 – Gêneros, trata dos gêneros (DÃÃÃ) que podem ser jogados com o sistema. Sendo um sistema genérico, o capitulo tem principalmente o papel de exemplificar alguns tipos de cenários (no caso, Fantasia, Moderno, Ficção Científica, Horror e Super Heróis).

A Parte 4 – Sessão do Mestre de Jogo, traz capítulos apresentando Criaturas, PNJs, Cifras (os “itens mágicos” do sistema) e dicas de como usar o sistema.
A última parte traz material de apoio: uma planilha que ajuda a desenvolver sua campanha, além da ficha de personagem.
Bem, é isso, viajante. Espero que tenha gostado da refeição. Experimente faze-la em casa e veja como é surpreendentemente simples. Caso queira variar, pode usar outras ervas (orégano fica delicioso) ou mesmo outros condimentos, como pimenta síria ou sal de ervas. Conte-me o resultado, ou então dê sua sugestão de tempero que tenha usado e gostou. Até a próxima.

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