Doze Pokémons para Fate Acelerado

Saudações Camaradas!

Na minha adolescência eu gostava de Pokémon — não como os meus amigos, que chegaram a fazer, no fim da década de 1990, uma adaptação para GURPS (não peçam mais informações, pois sinceramente eu não lembro). E com o lançamento do Pokémon Go, o assunto voltou às rodas de amigos, onde muitos lembraram com saudosismo o passado. Como alguns sabem, sou professor e utilizo o RPG nas minhas aulas. Em 2016, o Fate Acelerado — FAE — foi o sistema eleito pelos discentes, por sua facilidade de adaptar vários tipos de conteúdos, como filmes, livros, desenhos animados e videogames, o que me animou a produzir material para ele.

Recentemente, encontrei um com um debate já cedo, no grupo do Telegram do Calango Lúdico sobre como adaptar Pokémon para FAE, que revelou-se uma verdadeira tempestade de ideias. Ao chegar no trabalho, sou questionado pelos alunxs: “professor, dá para jogar pokémon em RPG?

E comecei a conversar com o Sumo Sacerdote Petras, que confirmou: “Rapaz, dá certo!” A ideia não é fazer uma adaptação completa, mas construir doze fichas que sirvam de inspiração para aqueles que queiram seguir a frente com o projeto e estejam precisando de um Norte — mas isso não quer dizer que podemos mudar de ideia e fazer um trabalho mais elaborado.

A ideia dos Pokémons é que sejam usados como um recurso, similar à maneira como é tratado em Jadepunk, de forma que ainda é necessário que o jogador faça a ficha do seu personagem treinador.

Pokémon Charmander

Na ficha do Charmander acima, observa-se o tipo do Pokémon, uma curta descrição, as suas Abordagens (Ataque, Defesa e Velocidade), as suas Façanhas, e os seus Aspectos que são resumidos a Forte contra, que vai dar uma vantagem de +2; e Fraco contra, que vai dar uma desvantagem de -2.

Espero que se divirtam e que as fichas sirvam de inspiração para os seus jogos. Até a próxima terça do Nomos.

E não esqueçam de baixar as fichas dos Pokémons!

 

Comentários
FAE Fate Acelerado Ficha de Personagem Lima Nomos RPG

raphalimma

Nascido em 23 de setembro de 1982. Filho de Mércia, Filho de Emília, Natalense, RPGista, Marxista, Cientista da Religião, Historiador, Professor, Pai de Marianna e Theo, Casado com Daniella, Egiptologo, amante da obra de Tolkien e Lovecraft, apreciador de uma boa cerveja. Entusiasta de sistemas narrativistas, enamorando o fate e suas possibilidades. Autor do Medievo RPG. Em constante pesquisa sobre a inserção da narrativa interativa na educação. Ainda procurando uma finalidade para esse mundo.

2 Comentários

  1. TwilightVulpinesays:

    Tenho lido muitas, muitas adaptações de Pokémon com a intenção de montar uma campanha inspirada em Mystery Dungeon. Li Mutantes e Malfeitores: Mecha e Mangá, o sistema de fãs Pokémon Tabletop United e um outro novo chamado Pokerole. Um problema comum é saber equilibrar fidelidade, elementos estratégicos e simplicidade. Várias adaptações pecam pela complexidade excessiva.

    Assim, dizer que dá para adaptar para Fate Acelerado… Bem, no que se trata de RPG, com vontade tudo dá. Mas perde um bom pedaço das considerações estratégicas do cenário. Tem os tipos, sim, mas não é só isso. Há pokémons que são fisicamente fracos mas bem resistentes contra golpes especiais como lança-chamas. Há pokémons que tem poderes de efeito únicos que não cabem simplesmente em três abordagens. Acho que uma adaptação mais elaborada para Fate Core, com perícias e façanhas para representar os aspectos únicos de cada Pokémon, seria melhor.

    Essa adaptação parece boa para jogar a estilo do anime, que leva as coisas mais na leveza, sem levar em conta mecânicas mais aprofundadas. Mas é meio simplista comparada com os jogos.

    Pessoalmente estou tendendo para o Pokerole, que usa um sistema inspirado em Storyteller com rolagens definidas por pools de dados baseadas nos atributos, perícias e golpes de cada pokémon. Mas mesmo nesse estou fazendo algumas adaptações.

    • Raphael Limasays:

      TwilightVulpine, fico feliz que tenha encontrado nossa adaptação de Pokémon para FAE. Pena que não era a adequada para você. Ela foi criada pensando em uma forma rápida de trazer elementos de RPGs narrativos para meus alunos do ensino primário, que são fãs incondicionais de Pokémon, seja no desenho ou nos jogos. Claro que a adaptação não procura simular precisamente a complexa mecânica existente nos videogames, cardgames e outros jogos envolvendo os monstrinhos de bolso japoneses, mas sim criar uma integração dos alunos com aventuras de RPG onde podem interagir com outros treinadores, estudiosos, enfermeiras, pokémons e demais habitantes do mundo ficcional em suas viagens para se tornarem eles próprios, treinadores

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